Dangerous or Nothing. Maybe nothing.
Que piegas…Sobre um clipe. “X”
Tá! Não bastando as milhares de promessas e trabalhos parados, eu invento mais um. Anteontem, enquanto eu me aventurava pela primeira vez no confuso mundo do Limão, o Pedro, agora com Speedy, surge com uma ótima possível chance: O Radioread tá pagando $10.000 pelo melhor clipe de animação de qualquer música do novo CD “In Rainbows”. Yay! Tá, mas o tempo é curto, fodeu! Solução: Para a inscrição só precisa do storyboard. Yeah!
É difícil pensar num clipe pra uma banda que eu até gosto, mas não ouço com frequência. E são só 35 dias!
Ok, vou me matar de ouvir Radiohead! Vamos fazer!…
Espero que o moço do cinema decida algo…
De qual música vamos fazer?… Sei lá!
Radiohead!
O que acende a lâmpadinha.
Fim das férias… Pouco aproveitadas talvez. Tantos planos, poucos realizados. Mas isso é indiferente. As aulas voltaram e eu, mais do que nunca, estou sedento por aprendizado. Talvez não por aprendizado em si, mas sinto grande falta do êxtase da criação. O friozinho na barriga, o coração acelerado, a inquietação mental. Tudo junto parece um pulso de eletricidade correndo por todas as células, a eletricidade que acende a lâmdadinha. Aquela das idéias.
O simples fato de pensar em soluções simples ou não de como encaixar o “X” no “Y”, ou por que o “Z” está tão simples, se precisa mesmo estar… Vamos refazer o “X”! São coisas que acendem a lâmpadinha. A minha eletricidade e – me arriscando a ser piegas – que me mantem no propósito todo de seguir em frente, criando.
Alguns dizem, quanto à criação de personagens, que é brincar de Deus. Não sei, mas o fato é que, se de Deus ou não, sinto falta de brincar, criar, modelar, concretizar, de certa forma, as mil e uma personalidades possíveis. Minhas pessoas. Aquelas da pasta.
Mas por enquanto termino o curso. Com projetos engavetados por falta de tempo, ou de capacidade. Vou ser professor talvez.
Vou criar outras coisas, pra manter a eletricidade alimentando a lâmpadinha. E por enquanto terminar o curso. Por enquanto.
O valor do cinza.
Acordou no meio da tarde, estava chovendo. Foi pra varanda, derrubou um pouco do chá de mate que estava na caneca, ficou observando a chuva. Adorava o cheiro, o vento e a sensação úmida do tempo. Tomou o chá até que parasse de chover, queria ler, mas não leu. Estava esperando este momento, o silêncio que precede o fim da chuva. A paisagem completamente cinza da cidade de céu nublado sempre era linda aos seus olhos, e não por causa do cinza em si, mas porque o cinza atenuava ainda mais as cores que iam aparecendo quando às pessoas deixavam as suas casas ou o abrigo da chuva agora que ela passou. Cada pequeno detalhe colorido do vestido estampado da senhora grande de bengala que saiu da casa da frente, parecia um ponto de luz colorido. O tênis vermelho do garotinho ainda com capa de chuva, o guada-chuva azul xadrez fechado que o homem de terno preto e gravata vermelha carregava, as roupas que a visinha pendurava no varal agora que podiam secar à vontade. Todas as pequenas luzezinhas de cor iam aparecendo agora que a enchurrada das sarjetas ia diminuindo. Até as cores que nunca tinham saído do lugar pareciam mais fortes agora, o toldo amarelo do mercado da esquina, as violetas da varanda e os desenhos da caneca.
O sol foi saindo vagarosamente de trás das nuvens que pareciam cada vez mais volumosas com o contorno de luz. Pareciam todas cuidadosamente desenhadas com tinta cor de ouro. Agora o sol ofuscava as belas cores e secava a rua vagarosamente. Só as nuvens eram uma boa vista.
Pegou a caneca, entrou e fechou a porta. Vai fazer pão de forma na frigideira e vitamina de abacate. Talvez assista um filme antigo.
Aquele de Mechas.
Começa assim:
Estava sentada numa cadeira esperando um aviso que logo veio. Estavam voltando, todos eles. O ano é 2040, o mês é Maio, nada mais é como conhecíamos. O aquecimento global, grandes catástrofes climáticas, a escasses de água e um grande acidente químico matou mais de 95% da população terrestre desde 2018, as maiores potências mundiais: China , Rússia, Brasil que foi considerado potência após o término de muitos anos em ditadura, pouco antes do chamado ”Ano” e a Nova Inglaterra, que agora é formada por quase 45% da Europa, tornarem-se refúgio para os sobreviventes do resto do mundo. E mesmo assim eram agora todas potências enfraquecidas pelos acidentes e incidentes, e pelas guerras e disputas que eles causaram. A terra já quase não era um bom lugar para se viver, por isso estavam indo à Marte, em pesquisas sobre possíveis vidas no planeta e a possibilidade de torná-lo habitável. E agora estavam voltando. São oito no total.
Oito pessoas selecionadas através de testes de inteligência e habilidades físicas para utilizarem “Mech-Armors” (Armaduras Mecânicas) que ampliam capacidades físicas e mentais específicas de seres humanos. Eram separados em dois grupos conforme as necessidades. Quatro iam à Marte e quatro ficavam na Terra. Ficavam para proteger o planeta de organizações privadas escondidas em partes não habitadas do planeta, que buscam tomar o controle total da terra, aproveitando-se do enfraquecimento das potências e da falta de esperança do povo. Essas organizações criaram mutantes com bio-tecnologia, que conseguiu muitos avanços em meados de 2012, e clonagem para persuadir e atacar os governos e povoados restantes. As armaduras inicialmente, foram criadas com o objetivo de combatê-los.
Então os quatro de Marte voltam da primeira expedição, um deles é o marido dela, são recém casados, ambos fazem parte dos oito “Soldados S”. Se conheceram durante os testes de seleção. Ela é praticamente pura inocência, ele é um molecão, cheio de brincadeiras e piadas. Quando ele desembarca eles se abraçam e ele beija a sua testa. Vão viver seis meses juntos, porque o outro grupo de quatro só sai em expedição pro Planeta Vermelho em Dezembro. Não será um periodo nada fácil, os mutantes atacam com mais frequência e grandes guerras civis se desenvolveram. Mas estão felizes, estão juntos. E quando, em Dezembro, voltarem à Marte e encontrarão coisas intrigantes, que talvez coloquem em risco a sua estadia no planeta.
Entendeu?…
Bateria Acabando…
Eu deveria me apresentar, mas o pseudônimo de Issa é o suficiente por enquanto. Não vou explicar um possível significado. É apenas o nome de um pequeno personagem quadjuvante de um livro interessante.
Hoje eu não dormi, não trabalhei, não desenhei, não joguei, não vi niguém; tenho um livro esperando para ser lido e não vou lê-lo. Fiquei com vontade de escrever, ou vontade ou nessecidade, e criei! Está criado! Mas nem tudo aquilo que se cria se alimenta, talvez ele morra agora, ou talvez não. De qualquer forma, alimentando ou não, ele vai ficar, por enquanto, sendo meu, só meu, e de quem ler. Não vou divulgá-lo para conhecidos, nem coisa parecida. Até que talvez ele cresça.
Vou escrever por que acho que preciso ,ou que quero, e isso pode ser meio ruim, ou não é nada. Por enquanto só posso dizer que está criado! Que talvez eu volte amanhã ou depois. E que a bateria do laptop está acabando…